{"version":"1.0","provider_name":"CFBB AMAZ\u00d4NIA - Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amaz\u00f4nica","provider_url":"https:\/\/cfbbamazonia.org\/fr","author_name":"firmin.sauban@gmail.com","author_url":"https:\/\/cfbbamazonia.org\/fr\/author\/firmin-saubangmail-com\/","title":"Ci\u00eancia Amaz\u00f4nica e a COP30 - CFBB AMAZ\u00d4NIA - Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amaz\u00f4nica","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"w4tzDEuvGz\"><a href=\"https:\/\/cfbbamazonia.org\/fr\/ciencia-amazonica-e-a-cop30\/\">Science amazonienne et la COP30<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/cfbbamazonia.org\/fr\/ciencia-amazonica-e-a-cop30\/embed\/#?secret=w4tzDEuvGz\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"\u00ab\u00a0Ci\u00eancia Amaz\u00f4nica e a COP30\u00a0\u00bb &#8212; CFBB AMAZ\u00d4NIA - Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amaz\u00f4nica\" data-secret=\"w4tzDEuvGz\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/cfbbamazonia.org\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>","description":"Ci\u00eancia Amaz\u00f4nica e a COP30 Ima C\u00e9lia Guimar\u00e3es Vieira Doutora em Ecologia, pesquisadora titular do Museu Paraense Emilio Goeldi, assessora da Presid\u00eancia da Financiadora de Estudos e Projetos- FINEP. Membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias. E-mail: icvieira@finep.gov.br A ci\u00eancia tem desempenhado papel fundamental na compreens\u00e3o e no enfrentamento das crises ambientais globais. Sem o trabalho cont\u00ednuo e dedicado de cientistas, seria imposs\u00edvel medir o impacto das atividades humanas no clima, prever cen\u00e1rios futuros ou propor medidas eficazes de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o. Na COP30, marcada para novembro de 2025 em Bel\u00e9m, esse protagonismo cient\u00edfico ganha uma dimens\u00e3o ainda mais estrat\u00e9gica, tendo a regi\u00e3o amaz\u00f4nica no centro das aten\u00e7\u00f5es globais.\u00a0 Pela primeira vez sediada na Amaz\u00f4nia, a confer\u00eancia acontece em um contexto cient\u00edfico urgente, com as evid\u00eancias mais recentes do IPCC confirmando que o mundo precisa atingir o pico das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa at\u00e9 2025 e reduzi-las pela metade at\u00e9 2030. A ci\u00eancia clim\u00e1tica ser\u00e1 protagonista nas negocia\u00e7\u00f5es, fornecendo a base emp\u00edrica para as novas Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs) que todos os pa\u00edses devem apresentar e fornecer\u00e1 os fundamentos t\u00e9cnicos no que se refere \u00e0\u00a0meta de limitar o aquecimento global a 1,5\u00b0C. Mais do que um f\u00f3rum internacional de negocia\u00e7\u00f5es, essa COP pode marcar o in\u00edcio de um movimento na regi\u00e3o, em que a ci\u00eancia n\u00e3o apenas responde \u00e0s crises, mas lidera a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda clim\u00e1tica eficaz e sustent\u00e1vel. A ci\u00eancia amaz\u00f4nica chega \u00e0 COP30 com um legado consider\u00e1vel de conhecimento acumulado, mas tamb\u00e9m enfrentando desafios sem precedentes. As florestas amaz\u00f4nicas encontram-se sob press\u00f5es crescentes- desmatamento acelerado, queimadas de grande extens\u00e3o, perda irrepar\u00e1vel de biodiversidade e explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de recursos naturais- que comprometem n\u00e3o apenas sua integridade, mas tamb\u00e9m seu papel fundamental na regula\u00e7\u00e3o do clima global. Ao apresentar evid\u00eancias cient\u00edficas robustas sobre a gravidade e a urg\u00eancia dos impactos clim\u00e1ticos na maior floresta tropical do planeta, a comunidade cient\u00edfica possui a capacidade de catalisar compromissos internacionais mais ambiciosos que priorizem a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ecologicamente cr\u00edticas e estrat\u00e9gicas. O desenvolvimento de um arcabou\u00e7o conceitual integrado, que articule sistematicamente indicadores precisos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, identifique limiares ecol\u00f3gicos cr\u00edticos e proponha solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas contextualizadas \u00e0s realidades territoriais espec\u00edficas, pode constituir um roteiro orientador para as negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, assegurando que as pol\u00edticas e acordos adotados estejam efetivamente alinhados \u00e0s necessidades complexas da regi\u00e3o e \u00e0 urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica global. Al\u00e9m disso, para ser um marco, a COP deve apostar na integra\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia acad\u00eamica e o conhecimento tradicional dos povos amaz\u00f4nicos. Comunidades ind\u00edgenas e ribeirinhas, que convivem com a floresta h\u00e1 s\u00e9culos, det\u00eam saberes valiosos sobre adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as ambientais e manejo e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Dar voz a esses grupos no contexto da COP enriquece o debate e a busca de solu\u00e7\u00f5es, criando uma ponte fundamental entre diferentes formas de conhecimento que podem fortalecer as estrat\u00e9gias de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A COP30 apresenta-se como uma oportunidade estrat\u00e9gica para catalisar um incremento substancial nos investimentos destinados \u00e0 pesquisa cient\u00edfica na Amaz\u00f4nia. No cen\u00e1rio atual, a regi\u00e3o recebe menos de 10% dos recursos nacionais alocados para ci\u00eancia no Brasil e menos de 1% das colabora\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais que chegam ao pa\u00eds. A confer\u00eancia deve consolidar o papel da ci\u00eancia amaz\u00f4nica no cen\u00e1rio global, destacando pesquisas sobre biodiversidade, servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e bioeconomia. Neste sentido, a coopera\u00e7\u00e3o internacional muito se beneficiaria do interc\u00e2mbio de metodologias inovadoras, ferramentas e tecnologias avan\u00e7adas, a serem usadas para investigar cientificamente vastas \u00e1reas insuficientemente compreendidas da Amaz\u00f4nia &#8211; aproximadamente 40% da regi\u00e3o permanece desconhecida do ponto de vista ecol\u00f3gico. Enfim, a COP30 tem o potencial de transformar a pesquisa amaz\u00f4nica, trazendo mais recursos, visibilidade global, parcerias estrat\u00e9gicas e uma ponte entre ci\u00eancia, pol\u00edtica e saberes locais. Se bem aproveitada, essa oportunidade hist\u00f3rica pode consolidar o papel da regi\u00e3o n\u00e3o apenas como objeto de estudo, mas como protagonista na constru\u00e7\u00e3o de uma agenda clim\u00e1tica inclusiva, assegurando que as pol\u00edticas e acordos adotados estejam efetivamente alinhados \u00e0s necessidades da regi\u00e3o e \u00e0 urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica global."}