O Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA) é uma iniciativa que visa fortalecer a cooperação científica entre a França e o Brasil para o estudo e a conservação da biodiversidade na Amazônia. O Centro incentiva, em particular, as colaborações entre a Guiana Francesa e os estados brasileiros vizinhos (Amapá, Amazonas, Pará e Roraima).
O centro é dirigido por dois co-diretores: Henrique Pereira (diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA/MCTI) e Gilles Kleitz (diretor delegado adjunto para a ciência e responsável pelas ciências da sustentabilidade do IRD). Os co-diretores são apoiados por uma secretaria técnica binacional. O CFBBA é gerido por dois conselhos: um Conselho Binacional, composto por membros de ministérios dos dois países e agências de fomento, e um Conselho Científico, com número paritário de pesquisadores franceses e brasileiros.
O CFBBA tem como objetivo fomentar e apoiar pesquisas franco-brasileiras dedicadas à biodiversidade amazônica. O Centro reúne todos os atores da ciência francesa e brasileira (universidades, institutos e organismos de pesquisa, agências francesas de programas: Agralife e Climat, Biodiversité, Sociétés durables) que trabalham com temáticas relacionadas à biodiversidade.
© Firmin Sauban
© Laure Emperaire
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Lançado em março de 2024 pelos presidentes Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva, o CFBBA vem reforçar a cooperação científica entre os dois países e busca intensificar os esforços de pesquisa e conservação na região amazônica, tanto do lado francês quanto brasileiro. O CFBBA tem como proposta, em especial, apoiar a cooperação entre a Guiana Francesa e os estados brasileiros vizinhos (Amapá, Pará, Roraima e Amazonas).
O CFBBA tem como objetivos:
A silhueta do pássaro do nosso logo é de um japu (em francês, cassique huppé), ave que vive em diversos países por onde se estende a floresta amazônica, em particular no norte da Amazônia brasileira e na Guiana Francesa.
O japu é conhecido pelos povos indígenas como um pássaro capaz de imitar vários sons e cantos de outras espécies de pássaros. Em alguns povos, as crianças usam uma pequena bolsa pendurada ao pescoço contendo partes do japu, o que deve ajudar a aprender a falar e conversar bem com seus parentes e também com pessoas de outras línguas. Podemos, portanto, pensar no japu como um pássaro com habilidades multiculturais.
Além dessa caraterística, que nos interessa por sermos um centro de dois países, com duas línguas e duas culturas, o japu constrói ninhos, que pendem dos mais altos galhos das árvores, a partir de vários matérias vegetais. O ninho do japu remete assim à diversidade vegetal encontrada na Amazonia.
No logo, o japu sobrevoa a floresta – nos ícones verdes, alguns veem copas de árvoresvistas de cima, outros, folhas de vitória-régia.
Sobre a artista: Nathî Cordeiro é uma artista, designer e estudante de Arquitetura na Unicamp. Travesti, indígena em retomada e pessoa com deficiência (PcD), ela integra em seu trabalho questões de identidade, memória e resistência.